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#041 - O Desafio do Planejamento Estratégico e o Modelo do Pensador

Atualizado: Mar 16

De cada dez empresas que preparam ou desenham Planejamento Estratégico, sete não implementam. Levantei esses dados em 2011 quando fiz uma pesquisa a respeito acessando fontes da Fundação Getulio Vargas, onde leciono. Essa é a base factual da premissa. Mas há percepções acerca do tema. Por que empresas fazem planejamento estratégico e não executam? Simples: pelo mesmo motivo que pessoas fazem promessas e não cumprem.


Planejamento Estratégico, além de ser um instrumento para reduzir risco (e, consequentemente elevar a previsibilidade) é também um exercício de promessa e cumprimento, independentemente da cultura da qual o executivo faça parte.





Antes de avançar, preciso demonstrar o que é o Modelo do Pensador. É uma estrutura para entender como pessoas e organizações funcionam. A ilustração deixa isso claro e, a medida em que haja uma intersecção entre indivíduo e organização, há conexão.


É aí que defendo a oportunidade de líderes estratégicos atentarem para a necessidade de conectar o "human" e o "business". Por mais que se queira apartar um tema do outro, isso é impossível pois todo executivo empresa o humano que é para cargo que ocupa. A pergunta é: que humano você está emprestando para o cargo que ocupa?


Nos tempos que estamos vivendo, elementos atribuídos ao "softskill"são mais relevantes do que os "hardskills" de tal sorte que entender como lidar com suas emoções, como entender suas crenças, identificar seus valores, eleger seus princípios e descobrir o seu propósito é imperativo, até para decidir sobre seus comportamentos e resultados.


O mesmo vale para a organizações que querem realizar resultados de longo (visão), médio (objetivos) e curto (metas) prazo. Elas o fazem por meio do desenho e execução de estratégias e planos de ação. Que são influenciados pelo clima, cultura, valores e princípios organizacionais, que dão sentido ao propósito da organização.


O fato é que investe-se tempo, energia e dinheiro fazendo as premissas do Planejamento e o mesmo deve ser feito com o processo de execução. E, lembre-se: quem vai executar o planejamento é um humano que ocupa uma posição executiva. Se ele não souber que humano ele está emprestando para o cargo, correrá o risco de viver fugindo de conflitos, se esquivando de sua responsabilidade, culpando pessoas e não assumindo a responsabilidade. Conhecer a si mesmo é a premissa para auto liderança. E a auto liderança é a premissa para liderar outros.


Nesse ponto de vista, alinhar os conceitos do planejamento, tonar objetivo o que é subjetivo, deixar claro o resultado esperado de cada executivo e prepará-lo para a execução e treiná-lo para a hora da dificuldade é, talvez, o que separa a liderança da chefia, o RH de um RH estratégico.


Mesmo que sua empresa atue de forma que a intenção estratégica seja elaborada na casa matriz, a execução será local, portanto, há que se preparar a equipe executiva para implementá-la, considerando os mesmos elementos que foram citados acima.


É aí que apresento o conceito de Planejamento Estratégico da Performance Humana, uma estratégia para preparar executivos para implementar as estratégias e ações e, com isso, entregar os resultados esperados no Plano de Negócios da organização. A ideia é preparar o humano que o executivo empresta para o cargo, trabalhando suas diversas inteligências ou dimensões (física, intelectual, emocional e espiritual), ajudando-o a entender como lida com suas emoções, com seu sistema de crenças e valores, descobrindo seus princípios e propósito, podemos então, criar sua missão pessoal e construir seu legado por meio de seus comportamentos e resultados de curto, médio e longo prazo.


Isso o prepara para elevar competências relevantes como decidir com rapidez e convicção, conquistar pessoas (colaboradores e acionistas) para causar impacto, adaptar-se proativamente e transmitir confiança a sua equipe, elenco de competências apontadas como as mais importantes para o C-Level pela Harvard Business Review a partir de um estudo realizado pelo Projeto Genoma CEO, liderado por Lena Lytkina Botelho.


Em tempos onde há uma "certa relatividade" moral e ética, decidir quem você quer ser no momento em que estiver sendo é a aptidão mais requerida do líder do século 21, que precisa assumir a responsabilidade pelos resultados que está em busca em sua vida, no trabalho e fora dele e, com isso, influenciar e inspirar pessoas de forma pragmática e resoluta. Isso é um processo de desenvolvimento da liderança e a estratégia mais efetiva para garantir a obtenção de resultados sustentáveis de acordo com os preceitos de compliance e governança corporativa.


Boa Jornada.

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